Outrora o céu azul e os passarinhos, o verde vibrande dos morros e a doçura da areia que me serviu a construir o meu castelo... hoje faz-se nuvem, e a força do vento levou tanto! Que lamento pelos dias que não voltam mais, pela tranquilidade de uma brisa serena que acalanta a menina. Que saudade do sol, do cheiro das manhãs, das flores do caminho.. a tempestade levou o caminho, e que era tão certo e sólido se despedaçou. Ponho a culpa no vento sul, ele que se faz tão longe e vem misturar tudo por aqui. Saudade de uma felicidade infantil que não volta mais. Vontade de abraçar e sentir só o que se deve sentir, sem os entulhos que a tormenta espalhou. Quanta bobagem. Saudade do azul intenso me olhando, sem nada a pesar no coração.


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