
É como se a tempestade pudesse mirar a nuvem branca, calma e calada, e sentisse vontade pincelar uma meia dúzia de sons. Guardar em versos os sentimentos que surgem, os que voltam, os que nunca são ausentes. As palavras chocam-se uma nas outras e como em água turva demoram a precipitar - e o tempo pra água parar? Parei. Senti a tarde longa, o sol girar, o dia aquecer. Não é preguiça, não é má vontade, é vontade de pensar, de sentir o aroma do dia, de ser simples e sentir o tamanho do tempo.

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