sábado, 27 de setembro de 2008

Sobre amar-te

De outros amores eu tentei tirar o verso, mas não nos vi naquelas linhas. Parei e pensei... e lembrei... Lembrei do que não esqueço nunca. Lembrei que te olhei mas não vi... mas ao cair da tarde eu te toquei: e tudo já estava aqui. Eu te guardei só pra mim, e eu sofri. Eu chorei, eu enlouqueci. Eu quase morri. Eu me esqueci. Mas eu tanto quis que mereci! Os olhos brilhantes ali, miravam diferente, enfim! Não pensei, a certeza há muito me acolhia. Agora as estrelas brilham só pra mim, a luz que ilumina esse mundo inteiro.. que percorre o céu e destrói a chuva, que desabrocha as flores e protege o meu sorriso e a minha dor. Minha bênção e meu medo. És a minha escolha e a minha sorte, e o paraíso é em qualquer lugar, desde que os olhinhos estejam ali para olhar, segurando a minha mão. Tudo em mim vale se a luz iluminar, e que Deus me perdoe pelos dias vazios quando brilho não há... Reconheço enfim, quem amou como nós, não importa a cor do céu e para onde o vento sopre: eu "não quero ser... sem que me olhes".

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