"No tengo a quien rezarle pidiendo luz,Ando tanteando el espacio a ciegas.No me malinterpreten,No estoy quejándome.Soy jardinero de mis dilemas".
Penso sobre o que faz tudo valer. Não falo de mim, aqui há acesa a certeza do futuro e um vestígio de resposta. Refiro-me aos infelizes, aos incrédulos, aos egoístas, aos ignorantes. Que triste o véu sobre os olhos daqueles que não duvidam! Cerram a visão e seguem, pobres, na miséria do animal que nos abriga. Sobrevida no extinto, obediente à fome e à perpetuação. O quanto faço parte disso? Muito, demasiadamente mais do que minha percepção aceita. Que dúvida, meu Deus, que dúvida percorre meu pensamento... esse desejo de não estar em falta com o que devo ter me prometido, a culpa precipitada e a vergonha do que o passado tem atrás da neblina espessa do esquecimento. Miserável dúvida, que nem ao menos se iguala aos semelhantes. Que Deus me perdoe a soberba que habita minha consciência, que se apresenta naturalmente, desavergonhada. Ri da imagem que vê diante de si: pobre criatura que acha que sabe aguma coisa. Perdão, meu Deus, eu que faço parte de um de teus grãos, que tenta entendê-lo e mensurá-lo, em vão. Diante da dor de tantos, que não seja o que mantém a chama aquilo que a intuição manda fazer pela recompensa. Que eu encontre a resposta para a grande dúvida... Em meu peito, o desejo de que aqui habite o bom - pelo menos um rascunho. Minha alma errante roga pela melhora do entorno. Gente igual a mim, que o amor possa nos expulsar de nós mesmos, e que nasçamos ainda, o quanto for necessário, até que, plácidos, sejamos dignos de começar a caminhada.
Versifica, é o auto-conselho. Torna belo o teu sofrimento. Joga-te sobre tua imagem, e te reconhece do tamanho que és. O infinito nos pertence e meu pranto é de gratidão.

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