
sábado, 22 de novembro de 2008
Florido

sábado, 8 de novembro de 2008
Conversa de um lado só
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Bem me quer
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domingo, 2 de novembro de 2008
Além

segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Terra seca

sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Das suspensas pequenas partes
Mais uma madrugada me consome as energias. Penso onde teria guardado o cansaço que me pesava os ombros. Já não sinto. Fechar os olhos e esperar o amanhã me parece um desperdício maior do que as odiadas sacolinhas. O enlouquecedor intervalo da goteira parece feliz em me torturar, e percebo que já ensaia novos ritmos. Nem o passarinho incomoda tanto em barulhinho. Pobres janelas daquele lugar, que suplicio lamentar-se por servir de lenço, ombro e capacho. Mas não vem ao caso, o que pensei antes era melhor do que minha mente é capaz de compilar. E o que isso tem a ver com o que eu ia começar? A visão me remete à casa verde e rosa da Carolina, onde a areia está quase toda do lado de baixo. Quantos outros surgem, alucinados como o que entra em transe. No que se transformam os lamentos de uma vida? Tímpanos calejados, é chegada a hora de entregarem-se também os olhos encapados. Ainda giram sem sentido, se esbarram e se aglutinam esses pensamentos meus. A página do calendário já repousa entre os passados, mas não me percebo ainda como o hoje que findou e o amanhã que já passou. Certo é que a música do silêncio dita o ritmo do movimento que acontece aqui dentro, e aos poucos, os sedimentos se depositam no fundo. Alguns soltos ainda giram, dispersos e lentos. Talvez a outra mesmo durma, coitada, e quem aqui fala é uma lusitana de vasta idade e culpa, pouco amada, nada observada, a não ser por seus fantasmas. Não necessariamente uma, um senhor cheio de ranços e apegos também canta em fado o que de fato vê. Sejam lá quem sejam os que me desenham a página: meus pensamentos ou de alheios, que cigarro eu fui inventar! O sol se arqueou céu afora, e tanto pensei no que a flor do asfalto terá a observar que me cansei de tanto pensar. O que pensou depois que o violão calou... É assunto pra ano ou mais, chega, eu me rendo, eu vou dormir.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
No lombo da girafa
De que te adianta o medo da girafa?
É negar o fogo diante da fumaça.
Tens a mesma pressa de quem te interpreta.
Tudo bem os julgamentos, quando o réu não tem teu nome.
Não é girafa, menina, é só um pangaré.
Teu circo precisou de tanto pra se erguer!
Mas só água, sabão e silêncio já trazem a tua cara de volta.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
O colecionador

domingo, 5 de outubro de 2008
As nossas caras queimadas
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Carta da bonança
domingo, 28 de setembro de 2008
Perto do mar nasceu Carolina
sábado, 27 de setembro de 2008
Sobre amar-te
Intrusa
Versifica!
"No tengo a quien rezarle pidiendo luz,Ando tanteando el espacio a ciegas.No me malinterpreten,No estoy quejándome.Soy jardinero de mis dilemas".




